2011/12/28

Falando de Economia, no final de 2011...



 2. Exportações portuguesas para Espanha em outubro de 2011 superaram as importações.
JN, 2011/12/30


As exportações portuguesas para Espanha ultrapassaram em Outubro, pela primeira vez, as importações, com as vendas a atingirem o valor recorde de 1,9 mil milhões de euros, anunciou a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola.

Devido a este facto inédito, Portugal ascendeu, em Outubro, ao quarto lugar do 'ranking' dos principais países fornecedores de Espanha, adianta o mesmo organismo em comunicado, citando os dados mais recentes da Agência Tributária espanhola. 

As importações de Espanha atingiram, no mesmo mês, 1,8 mil milhões de euros. 

Portugal vende para Espanha, sobretudo, artigos de moda (roupa, sapatos e produtos para bebés) e de lazer (óculos, motociclos, bicicletas e artigos desportivos).

De acordo com os dados oficiais espanhóis, para o volume de exportações portuguesas para o país vizinho contribuiu o sector dos bens de consumo, que aumentou, em Outubro, 479% face ao período homólogo de 2010, para os 1,2 mil milhões de euros. 

Nos bens de consumo, as áreas com maior crescimento foram a moda e o lazer, sendo que, neste última, as exportações passaram dos 23 milhões para os 270 milhões de euros.
Já na moda, as exportações subiram, em idêntico período, dos 97 milhões para os 841 milhões de euros.
Contabilizando, no entanto, a totalidade dos dez primeiros meses de 2011, Portugal comprou mais a Espanha do que vendeu: o volume de exportações (8,8 mil milhões de euros) ficou quase a metade do das importações (14,2 mil milhões de euros). 

Apesar disso, realçam as estatísticas espanholas, os quase dois milhões de euros do volume de exportações portuguesas em Outubro ultrapassam a média mensal de vendas para Espanha, que atingiu os 766 milhões de euros. 

Do mesmo modo, os 1,8 mil milhões de euros de importações de Espanha representam um recorde mensal de vendas para Portugal.

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 27/12/2011 | 17:45 | Dinheiro Vivo

A Madeira vai sofrer um plano de ajustamento orçamental, à semelhança do Continente, de forma a reduzir a sua dívida pública. 
Saiba quais são as 7 medidas de austeridade para a Madeira:

1 - Aumento da taxa de IRS e IRC, ficando equiparadas à do Continente. O imposto pago pelas empresas passa de 10% para 12,5% para entidades residentes na Madeira e de 20% para 25% para não residentes. Quanto ao IRS, cujas taxas variam entre 9% e 46,5%, os madeirenses perdem o diferencial em relação ao continente (que no primeiro escalão chegava a 20%), passando a variar entre 11,5% (para rendimentos até 4989 euros) e 46,5% (rendimentos superiores a 153.300 euros).

2 - Aumento da taxa máxima de IVA, passando para os 22%. Até agora, a Região taxava os produtos a 4% (mínima), 9% (intermédia) e 16%. A partir de abril, estas não poderão ser mais de 20% inferiores às do continente. Para já, fica definido que a taxa máxima se fixará nos 22%, apenas um ponto abaixo da taxa de IVA máxima do continente. Também o diferencial das taxas do Imposto sobre o Tabaco em relação ao continente deve ser reduzido de forma progressiva.

3 - Aumento de 15% do imposto sobre combustíveis (ISP). Impedido de introduzir portagens nas vias rápidas devido ao investimento necessário e ao facto de as vias serem demasiado estreitas para a infra-estrutura, o governo da Madeira foi obrigado a encontrar uma alternativa. A solução passa por uma taxa de circulação de 15% sobre o Imposto sobre Produtos Petrolíferos.


4 - Tecto máximo de 150 milhões de euros para os investimentos. É uma das medidas que prevê um corte na despesa e limita àquele valor o investimento do Executivo regional, a partir de 1 de Janeiro. Jardim avisou: "É acabar o que está adjudicado e não nos metemos em mais nada."

5 - Congelamento das carreiras na Função Pública e suspensão de subsídios de férias e de Natal no Estado. A administração pública sofrerá uma redução de custos operacionais de 15%. As remunerações dos funcionários públicos serão sujeitas aos mesmos cortes que sofreram os do continente e não haverá aumentos nos próximos dois anos, aplicando-se o congelamento de carreiras e dos subsídios de férias e de Natal até 2013. Os regimes de vinculação, carreiras e remunerações dos trabalhadores da administração regional da Madeira serão revistos até ao final do 2.º trimestre de 2012 e equiparados aos do Continente. Até ao Verão, o Executivo de Alberto João Jardim deverá apresentar um plano de rescisões na Administração Regional.

6 - Cortes na Educação e na Saúde; transportes mais caros. A carta de intenções assinada na sexta-feira à noite com Vítor Gaspar prevê cortes de 15 % nestes dois sectores, sendo ainda reduzidas as transferências correntes e subsídios nestas áreas. Os transportes aumentam na mesma percentagem a partir de 1 de Fevereiro.

7 - Redução de pelo menos 15% nos gastos no sector público empresarial. O governo de Jardim terá de reestruturar o Setor Público Empresarial da região, de forma a reduzir os custos operacionais pelo menos 15% face ao valor de 2009. As participações sociais de empresas integradas no Setor Público Empresarial Regional serão vendidas ou privatizadas.


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