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Metade das mortes prematuras entre os homens seriam "evitáveis"
por Marta F. Reis , Publicado em 30 de Agosto de 2011 | Jornal “I”
Relatório da Comissão Europeia sublinha que a desvantagem do sexo masculino na saúde não é genética
Sentem-se melhor do que as mulheres, vão menos ao médico de família, são mais vezes vítimas de acidentes rodoviários e de trabalho, fazem menos rastreios e descuidam a saúde mental. Um relatório sobre o estado de saúde dos homens na Europa, divulgado ontem pela Comissão Europeia, defende que metade das mortes prematuras entre os homens seriam evitáveis porque assentam em estilos de vida e comportamentos de risco.
A análise incluiu Portugal e revela que, apesar de em capítulos como a avaliação periódica da hipertensão e colesterol os homens portugueses estarem bastante acima da média, numa das principais causas de morte - o AVC -, o país surge ao lado da Grécia com os piores indicadores. O objectivo do estudo, lê-se no documento publicado no site do Ministério da Saúde, é lançar as bases para um reforço da actividade no campo da saúde masculina e apontar os principais desafios. A conclusão dos investigadores, que compararam dados estatísticos nacionais e os resultados de eurobarómetros, é que o facto de todos os anos morrerem duas vezes mais homens em idade activa do que mulheres (630 mil contra 300 mil) não tem uma explicação exclusivamente genética ou biológica. A nível europeu - e na faixa etária dos 15 aos 44 anos - a taxa de mortalidade chega a ser 236% maior. "A situação persiste na maioria das condições que, em termos biológicos, deviam afectar homens e mulheres da mesma forma", escrevem os investigadores.
Tabaco O fumo lidera os factores de risco evitáveis. Segundo o relatório, estima-se que 15% de todas as mortes na União Europeia estejam ligadas ao tabaco - cerca de meio milhão de mortes prematuras por ano. A desvantagem dos homens, embora a diferença tenha vindo a cair nos últimos anos, ainda é clara: nos estudos europeus, 63% dos homens foram fumadores ou experimentaram tabaco em algum momento das suas vidas contra 45% das mulheres. O consumo de álcool tem a mesma leitura, que acaba por traduzir-se no impacto das doenças hepáticas crónicas: em 23 dos 31 países avaliados a taxa de mortalidade associada ao consumo de álcool é duas vezes maior entre os homens.
Outros problemas como a obesidade ou a diabete tipo 2, que têm aumentado a nível global, parecem estar a ter um crescimento mais galopante na população masculina, concluem os investigadores. Na faixa etária dos 15 aos 24 anos, que acaba por ditar a saúde futura, 22% dos homens têm excesso de peso (IMC superior a 25) contra 14% das mulheres. O subdiagnóstico de doenças mentais é considerado preocupante: na Europa há duas vezes mais mulheres admitidas nos serviços com depressão do que homens.
Um problema de percepção Além de traçarem um retrato pior da saúde masculina - onde se inclui ainda uma maior incidência de doenças infecciosas -, o facto de cerca 95% das vítimas de acidentes de trabalho serem homens, o relatório da Comissão Europeia identifica alguns problemas mais enraizados Nos sucessivos eurobarómetros os homens tendem a classificar melhor o seu estado de saúde, o que tendo em conta as estatísticas não reflecte a realidade. Embora façam mais exames ao coração do que as mulheres, a participação em rastreios do cancro é de 6% contra 16% entre as mulheres. Como justificação, os investigadores dizem que os moldes de acesso aos cuidados de saúde e a ausência de campanhas direccionadas (sabia por exemplo que a osteoporose afecta um quinto dos homens com mais de 50 anos) podem estar a afastar os homens dos cuidados de saúde. O facto de algumas consultas só estarem disponíveis durante o horário de trabalho e a percepção dos tempos de espera são algumas das barreiras apontadas. Outra mais curiosa, e que poderá fazer algum sentido, é a "falta de compreensão do processo de marcação de consultas e negociação com recepcionistas mulheres."
A análise incluiu Portugal e revela que, apesar de em capítulos como a avaliação periódica da hipertensão e colesterol os homens portugueses estarem bastante acima da média, numa das principais causas de morte - o AVC -, o país surge ao lado da Grécia com os piores indicadores. O objectivo do estudo, lê-se no documento publicado no site do Ministério da Saúde, é lançar as bases para um reforço da actividade no campo da saúde masculina e apontar os principais desafios. A conclusão dos investigadores, que compararam dados estatísticos nacionais e os resultados de eurobarómetros, é que o facto de todos os anos morrerem duas vezes mais homens em idade activa do que mulheres (630 mil contra 300 mil) não tem uma explicação exclusivamente genética ou biológica. A nível europeu - e na faixa etária dos 15 aos 44 anos - a taxa de mortalidade chega a ser 236% maior. "A situação persiste na maioria das condições que, em termos biológicos, deviam afectar homens e mulheres da mesma forma", escrevem os investigadores.
Tabaco O fumo lidera os factores de risco evitáveis. Segundo o relatório, estima-se que 15% de todas as mortes na União Europeia estejam ligadas ao tabaco - cerca de meio milhão de mortes prematuras por ano. A desvantagem dos homens, embora a diferença tenha vindo a cair nos últimos anos, ainda é clara: nos estudos europeus, 63% dos homens foram fumadores ou experimentaram tabaco em algum momento das suas vidas contra 45% das mulheres. O consumo de álcool tem a mesma leitura, que acaba por traduzir-se no impacto das doenças hepáticas crónicas: em 23 dos 31 países avaliados a taxa de mortalidade associada ao consumo de álcool é duas vezes maior entre os homens.
Outros problemas como a obesidade ou a diabete tipo 2, que têm aumentado a nível global, parecem estar a ter um crescimento mais galopante na população masculina, concluem os investigadores. Na faixa etária dos 15 aos 24 anos, que acaba por ditar a saúde futura, 22% dos homens têm excesso de peso (IMC superior a 25) contra 14% das mulheres. O subdiagnóstico de doenças mentais é considerado preocupante: na Europa há duas vezes mais mulheres admitidas nos serviços com depressão do que homens.
Um problema de percepção Além de traçarem um retrato pior da saúde masculina - onde se inclui ainda uma maior incidência de doenças infecciosas -, o facto de cerca 95% das vítimas de acidentes de trabalho serem homens, o relatório da Comissão Europeia identifica alguns problemas mais enraizados Nos sucessivos eurobarómetros os homens tendem a classificar melhor o seu estado de saúde, o que tendo em conta as estatísticas não reflecte a realidade. Embora façam mais exames ao coração do que as mulheres, a participação em rastreios do cancro é de 6% contra 16% entre as mulheres. Como justificação, os investigadores dizem que os moldes de acesso aos cuidados de saúde e a ausência de campanhas direccionadas (sabia por exemplo que a osteoporose afecta um quinto dos homens com mais de 50 anos) podem estar a afastar os homens dos cuidados de saúde. O facto de algumas consultas só estarem disponíveis durante o horário de trabalho e a percepção dos tempos de espera são algumas das barreiras apontadas. Outra mais curiosa, e que poderá fazer algum sentido, é a "falta de compreensão do processo de marcação de consultas e negociação com recepcionistas mulheres."
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(Peça de teatro "Vida Rural" - Clube de Teatro da Escola B+S Pe Manuel Álvares, uma recordação de alunos de António Pereira, num dos Cursos de Acção Social…The Power of Words)
Anos de vida perdidos antes dos 70 vão subir nestes tumores, caso não haja políticas de prevenção e campanhas contra o tabagismo, já que não há rastreios.Em 2016, o número de anos de vida perdidos precocemente por cancro do pulmão, traqueia e brônquios pode subir 15%, caso não haja estratégias concertadas de combate ao tabagismo. Estas são as previsões avançadas por peritos que estão a trabalhar no novo plano nacional de saúde, que define pela primeira vez metas para doenças que causam mortes prematuras, ou seja, antes dos 70 anos, e que podem ser evitadas.
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Estudo
Lusa
9:27 Terça feira, 16 de Ago de 2011
15 minutos de exercício por dia para viver mais três anos
Quinze minutos de exercício físico por dia reduzem o risco de morte em 14% e aumentam a esperança de vida em três anos, segundo um estudo publicado na revista The Lancet
Ler mais
Health benefits of low-level physical activity
The health benefits of leisure-time physical activity are well known, but whether less exercise than the recommended 150 minutes a week can have life expectancy benefits is unclear. In an Article, Wen and colleagues assessed the health benefits of a range of volumes of physical activity in over 400 000 Taiwanese people. Identification of a minimum amount of exercise—or minimum dose—sufficient to reduce mortality is desirable because a small amount of exercise can be easier to achieve. The findings are discussed further in a Comment. |



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