2011/08/26

O que eu preciso saber sobre...ECONOMIA, CIÊNCIA, FILOSOFIA, HISTÓRIA, MATEMÁTICA......

 
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Economia

China: o maior polo do comércio mundial   |

China: o maior polo do comércio mundial
Em dez anos, a China passou do 9º lugar para a liderança mundial dos centros de comércio internacional. Xangai ultrapassou Singapura que havia destronado Roterdão.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
11:56 Quarta feira, 14 de setembro de 2011


A China alcançou o primeiro lugar nos centros mundiais do comércio internacional, segundo um estudo de Richard Harmsen e Nagwa Riad, publicado na edição deste mês da revista Finance & Development, do Fundo Monetário Internacional.
O "salto" foi impressionante em dez anos. Entre 1999 e 2009, período abrangido pelo estudo (o artigo académico original é intitulado "Changing Patterns of Global Trade ", publicado em junho), a China subiu da 9ª posição para a liderança. Passou por cima da Alemanha (então o líder), Estados Unidos, França, Japão, Reino Unido, Holanda, Itália e Canadá.
Núcleo duro europeu cai

Dez anos depois, a classificação dos 10 principais polos do mundo passou a ser diferente: China, Estados Unidos (manteve-se em 2º), Alemanha (desceu de 1º para 3º), Holanda (subiu de 6º para 4º), Japão (desceu de 4º para 5º), França (desceu de 3º para 6º), Itália (manteve-se em 7º), Reino Unido (desceu de 5º para 8º), Bélgica (subiu de 10º para 9º) e Coreia do Sul (subiu de 12º para 10º).
A nível europeu, há um declínio do trio do núcleo duro (Alemanha, França e Reino Unido), e uma subida da Holanda (Roterdão continua a ser o 3º porto mundial em volume de carga) e da Bélgica (Antuérpia é o 14º porto mundial em movimento de contentores).
O estudo refere que a China é não só líder em termos de polos do comércio mundial como em "interconexões" mundiais, ou seja em número de parceiros comerciais com que lida globalmente. O TOP 5 em interconexões globais é composto por: China, Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Reino Unido e França.
Domínio nos portos mundiais

Em termos de portos mundiais, a China tem 6 (e serão 7, se incluirmos Hong Kong, que é uma região autónoma especial) entre os 10 mais importantes do mundo em volume de carga, com a liderança de Xangai que destronou Singapura que, por sua vez, havia substituído Roterdão em 2006.
Os 10 portos do mundo por volume de carga (dados de 2009) são os seguintes: Xangai (China), Singapura, Roterdão (Holanda), Tianjin (China), Ningbo (China), Cantão (China), Qingdao (China), Qinhuangdao (China), Hong Kong, e Busan (Coreia do Sul). Em termos de contentores movimentados: Singapura, Xangai (China), Hong Kong, Chenzhen (China), Busan (Coreia do Sul), Cantão (China), Dubai, Ningbo (China), Qingdao (China) e Roterdão (Holanda).
A importância da re-exportação

A cidade-Estado de Singapura, apesar de estar na 15ª posição em termos de países mais importantes para o comércio internacional, manteve a liderança mundial de portos de 2006 até 2009. Roterdão, apesar de ter perdido a liderança em 2006, permitiu que a Holanda subisse duas posições na classificação mundial.
Singapura continua a ser apontada como um exemplo de re-exportação com valor acrescentado, de inserção estratégica nas cadeias de fornecimento mundial, usando a placa giratória do porto e do aeroporto da cidade-Estado, e as zonas industriais e tecnológicas relacionadas, como alavanca para acrescentar valor a produtos intermédios importados.
Deste modo, as exportações brutas mais do que duplicam a parte nacional (doméstica) das exportações. Países com posições estratégicas no comércio internacional, além de exportarem, podem ser re-exportadores de alto valor acrescentado. Outro país onde é visível este perfil é a vizinha Malásia. Outros exemplos são Tailândia, Hong Kong, Vietname, Taiwan, Filipinas e Coreia do Sul.
Pontos fracos da Europa e EUA

Um dos pontos fracos da Europa (em geral) e dos EUA, refere o estudo, é precisamente a fraca capacidade de re-exportação internacional. As redes de fornecimento mundial na Ásia estão mais integradas do que nos EUA e na Europa. Esta integração mais forte permite ainda que as economias emergentes sejam menos "sensíveis" às variações cambiais do que as economias avançadas.
Outros movimentos de subida na lista dos 25 países mais importantes no comércio internacional revelam a importância dos BRIC (acrónimo para o grupo Brasil, Rússia, Índia e China). A Índia subiu sete posições, passando para 14º, a Rússia passou para o 16º lugar vindo de fora da lista de 25; e o Brasil subiu de 22º para 19º.
Um dos aspetos, também, preocupantes para a Europa e os EUA é o facto da parcela de exportações com alta tecnologia incorporada estar a subir significativamente na China desde 1995 e em outros países em desenvolvimento, segundo sublinha o estudo. "Os mercados emergentes poderão competir mais com os países exportadores avançados", resume o estudo.


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Análise de rochas antigas reforça teoria

Ouro que se encontra na Terra poderá ter chovido do céu

07.09.2011 - 19:03 Por Nicolau Ferreira, PÚBLICO

O metal mais precioso, que existe nos anéis e nos brincos e continua a ser um valor seguro em tempos de crise, poderá ter vindo numa chuvada de meteoritos que alterou a proporção de vários metais na constituição da Terra, 200 milhões de anos depois da sua formação. Uma equipa de cientistas, ao analisar rochas muito antigas, descobriu sinais desta colisão. O estudo foi publicado nesta quarta-feira na edição online da revista Nature.

Há 30 anos surgiu a teoria de que este ouro veio numa chuvada de meteoritos – algo muito comum no início da história do planeta. Esta é a melhor forma de explicar a quantidade deste e de outros elementos que existem à superfície.

A Terra tem um núcleo metálico, feito sobretudo de ferro e níquel, que está coberto pelo manto rochoso, que por sua vez está coberto pela fina crosta que pisamos. Mas o material que se foi agregando há 4,5 mil milhões de anos, e que formou a Terra primitiva, não estava diferenciado. Isso foi acontecendo ao longo do tempo, com o ferro a viajar até ao centro, que transportou consigo outros elementos como o ouro ou a platina, que se ligam muito facilmente ao ferro. Se mais nada tivesse acontecido, o ouro que restaria no manto e na crosta seria muito menor do que o que se tem encontrado.

Matthias Willbold, da Universidade de Bristol, e os seus colegas autores do estudo foram testar esta teoria medindo o isótopo 182 do metal tungsténio em rochas da Gronelândia com quatro mil milhões de anos – estas rochas são um portal do tempo para a história geológica da Terra depois de a diferenciação ter terminado, mas antes da suposta chuvada de meteoritos ter acontecido.

Este isótopo 182 forma-se a partir de outro elemento que deixou de existir naquela altura. Se realmente milhões e milhões de toneladas de meteoritos tivessem caído, a variante do tungsténio iria diluir-se nas rochas terrestres formadas posteriormente. Por isso, à partida, os cientistas esperavam que o isótopo estivesse mais concentrado na rocha ancestral vinda da Gronelândia do que numa rocha formada numa altura mais recente.

Foi isso que o grupo confirmou: uma proporção de mais 15 partes por milhão do isótopo 182 nas rochas da Gronelândia do que nas rochas mais recentes, o que é um sinal forte de que uma chuva de meteoritos terá "enriquecido" a Terra. “O nosso trabalho mostra que os metais mais preciosos nos quais se baseia a nossa economia e processos industriais chave, foram adicionados ao nosso planeta por uma feliz coincidência quando a Terra foi atingida por 20 milhões de milhões de milhões de toneladas de material de asteróides”, disse em comunicado Willbold.

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Julho de 2011

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Trocar a ciência por miúdos ou como a perguntar é que a gente se entende
por António Rodrigues, Publicado em 05 de Setembro de 2011  |  “I”


Muito devemos a gente como Richard Feynman ou Carl Sagan (

o terem- -nos aberto as portas para o admirável mundo da ciência com palavras sábias e acessíveis, demonstrando que aceder a ele não é mais do que prolongar durante toda a vida a nossa curiosidade de crianças que nunca se cansa de perguntar porquê. Com "Porque é que o Ranho é Verde", Glenn Murphy diverte enquanto ensina, ao mesmo tempo que nos satisfaz a curiosidade com perguntas que escondem por detrás dos sorrisos toda a ciência que nos rodeia. O livro foi escrito em 2007 quando o autor trabalhava no Museu de Ciência de Londres e é agora editado em Portugal pela Gradiva. Seleccionámos dez das 69 questões base que compõem o livro.
01 Será que os óvnis existem e o meu professor de Matemática é um extraterrestre?
"Sem dúvida que existem - são vistos a toda a hora. Mas ainda não apareceu nenhum que fosse uma nave ou um extraterrestre. E o teu professor de Matemática é, provavelmente, apenas um (estranho) humano - independentemente de poder não parecer deste mundo." Esta é a resposta directa à questão, só que Glenn Murphy não se fica por aqui, vai mais longe, porque já se sabe que uma resposta dá azo a outras perguntas. É assim a História da ciência, é assim a forma das crianças conhecerem o mundo, vão de conceito em conceito, questionando tudo - e um cientista não é mais do que uma criança grande que escolheu viver de perguntas. E este livro está povoado delas, umas levando a outras, levando a outras.

02 Que aconteceria se déssemos um traque num fato espacial?
"Seria o pior traque de sempre: não poderias disfarçar nem escapar-lhe, e o cheiro continuaria contigo durante todo o regresso à estação espacial." O humor é uma característica fundamental deste livro. A ideia do autor ao escrevê-lo foi, precisamente, dar às crianças respostas às perguntas que elas próprias colocam, da maneira mais científica possível. E já se sabe como a descoberta do corpo, da sua anatomia e do seu funcionamento, é um dos temas que mais nos atrai ao crescer (e ao transformarmo-nos) e daí o fascínio adolescente pelas piadas escatológicas (e a demonstração da nossa eterna adolescência quando nos continuamos a rir delas vida dentro).

03 Os cometas e asteróides podem mesmo chocar connosco e rebentar com a Terra, como nos filmes?
"Provavelmente não rebentariam todo o planeta, mas podiam dar-lhe um bom piparote e eliminar tudo o que fosse vida. E desviarmo-nos deles também não seria tão simples como nos filmes." Sabemos como os livros e os filmes agarram na ciência e constroem mundos onde o possível e o impossível coexistem numa narrativa verosímil; onde o futuro se conta como se fosse presente e o presente parece mirabolante. Mas por mais mirabolante que seja, há nele ciência como base.

04 O Big Bang fez muito barulho?
"Nenhum, porque:

a) Não havia ninguém para ouvir;

b) O som não se propaga no espaço;

c) Ainda não havia espaço;

d) Na verdade, não houve sequer um verdadeiro estrondo." O livro está dividido em cinco grandes conjuntos de perguntas, esta, por exemplo, encerra o capítulo dedicado ao espaço. Há outras sobre o planeta, outras sobre o mundo animal, outras sobre o ser humano e ainda uma última parte que engloba as questões sobre o futuro.

05 Será possível abrir um túnel através da Terra até à Austrália?
"Hum... Nem por isso. Mesmo se conseguíssemos perfurar tão fundo, seríamos esmagados ou derreteríamos antes de lá chegarmos - devido à pressão e temperaturas elevadíssimas existentes no interior do planeta." Lembro-me que quando me explicaram aquilo que queria dizer antípoda, veio-me logo a vontade de fazer um túnel para chegar ao outro lado, até porque me intrigava o facto de todos os antípodas, estando do outro lado do planeta, viverem de cabeça para baixo. Quem nunca pensou nisso que atire a primeira pedra... do túnel.

06 Se o Sul dos países é sempre mais quente porque é que o Pólo Sul não derrete?
"Porque o Pólo Sul é tão frio como o Pólo Norte. Nem todos os países são mais quentes nas suas regiões a sul - apenas os que estão no hemisfério norte da Terra, como Portugal e os EUA. Os que estão no hemisfério sul, como Chile e a Nova Zelândia, tornam-se tanto mais frios quanto mais a sul estiverem. O que conta é a distância ao equador, ao meio." Pólos, equador, hemisférios - aqui está a demonstração da forma como Murphy estrutura o livro, uma pergunta feita à maneira das crianças ganha uma explicação de adulto que, no entanto, nunca é condescendente, nem paternalista: é uma resposta de amigo. Porque isto de ter o Norte mais quente e o Sul mais frio pode levantar confusão a quem está habituado a que as temperaturas correspondam às estações do ano do Hemisfério Norte. E como no Hemisfério Sul as coisas são ao contrário, isso pode deixar-nos a cabeça às avessas quando estamos a crescer.

07 Será que os animais falam e, se sim, o que é que dizem?
"Muitos falam, embora não da mesma maneira que nós. Ainda não conseguimos compreender a maioria deles, nem o que estão a dizer, mas parece que conversam sobretudo sobre comida, lutas e amor." A interacção com o mundo animal, a compreensão desse estranho universo que nos fascina e intriga é razão para o grande sucesso dos documentários sobre a matéria que nenhum canal generalista dispensa ao fim das manhãs ou ao princípio das tardes de fim-de- -semana. A pergunta sobre os animais falarem é aquela que quase todos nós já nos colocámos alguma vez mas a mais intrigante deste capítulo é mesmo a de "que sabor terão as pessoas para os tubarões e para os tigres?"

08 Porque é que o ranho é verde?
"Essencialmente, porque é o resultado de um combate entre micróbios antipáticos e células especializadas na defesa do organismo que fabricam um muco pegajoso de cor verde." Dá nome ao livro e o mote de que nenhuma pergunta é suficientemente escatológica que não mereça uma resposta científica. E já sabemos como é o corpo, e tudo aquilo que dele sai, o nosso primeiro cadinho de dúvidas científicas disfarçadas com piadas de vómitos, ranho e diarreias (a propósito, o livro também dá resposta a essa questão essencial: "Porque é que o cocó fica líquido quando temos diarreia?")

09 As pessoas com cabeça grande são mais inteligentes?
"Não. Apenas têm a cabeça maior. E mesmo um cérebro maior não significa mais inteligência, já que alguns homens das cavernas tinham cérebros maiores que o nosso. O que conta mesmo é a maneira como usamos a cabeça." Sobre esta pergunta quero dizer apenas isto - sempre me disseram que eu tinha a cabeça grande.

10 Será que nos teletransportaremos de um local para outro, no futuro?
"Acredites ou não, os cientistas já conseguiram ''teletransportar'' algumas coisas. Mas quanto a transferir matéria, ao estilo do ''Caminho das Estrelas'', ou não há qualquer hipótese... ou ainda estamos muito distantes." Tal como "Caminho das Estrelas" e "A Mosca" nos fizeram crer que era possível o nosso corpo transformar-se num fluxo de informação e ser "rematerializado" noutro sítio e este livro não diz que não é possível, apenas que estamos longe. A muitas, muitas perguntas de distância. "Beam up, Scotty!"

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Empresário procuram fugir da crise
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 Taxa de desemprego em Portugal desceu para 12,3%. Inflação na zona euro manteve-se

por Agência Lusa, Publicado em 31 de Agosto de 2011 
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 A taxa de desemprego em Portugal em julho reduziu-se pelo segundo mês consecutivo, para 12,3 por cento, descendo duas décimas face a junho, mas manteve-se acima da taxa média de 10 por cento da zona euro, segundo o Eurostat.

 A inflação na zona euro em agosto, em termos homólogos face a 2010, terá sido de 2,5 por cento, o mesmo valor de julho, revelou o Eurostat na sua estimativa rápida.

 A inflação na zona euro tinha caído duas décimas no mês anterior face a julho de 2010, depois de dois meses em que se fixou nos 2,7 por cento, segundo dados do gabinete de estatística da União Europeia.

 Segundo dados divulgados pelo gabinete de estatística da União Europeia (UE), a taxa de desemprego na zona euro manteve-se inalterada em julho em comparação com o mês anterior, enquanto no total da UE a 27 o valor deste indicador foi de 9,5 por cento, também inalterado face a junho.

 A nível das faixas etárias, os jovens com menos de 25 anos em Portugal também viram a taxa de desemprego diminuir, passando de 28,3 por cento em junho para 27,2 por cento em julho, um valor que continuou bastante acima da média da região da moeda única, onde a taxa foi de 20,5 por cento para os menores de 25 em julho.

 De acordo com o Eurostat, o desemprego em Portugal continuou a afetar mais as mulheres, com 12,7 por cento, enquanto o valor para os homens foi de 12 por cento em julho, sendo a média da zona euro de 9,6 por cento para o sexo masculino e de 10,4 para o feminino.

 O gabinete de estatística da UE destacou que o número de pessoas desempregadas em julho face ao mês anterior aumentou em 61 mil na zona euro e 18 mil no conjunto dos 27 Estados membros, apesar de quebras de 247 mil e de 451 mil na zona euro e na UE a 27, respetivamente, em relação ao período homólogo de 2010.

 A Espanha registou a taxa de desemprego mais elevada a nível europeu em julho deste ano, colocando-se nos 21,2 por cento (sendo de 46,2 por cento para os jovens abaixo de 25 anos), enquanto a Áustria verificou a mais baixa ao apresentar um nível de 3,7 por cento.

 O Eurostat salientou que em comparação com julho de 2010, a taxa de desemprego caiu em 16 Estados membros e aumentou em 11, tendo a maior subida sido registada na Grécia que passou de 11 para 15 por cento entre os primeiros trimestres de 2010 e os de 2011.

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